Eu sou o homem do chapéu, e tenho orgulho das minhas raízes ciganas.
Venho de um povo que atravessou séculos e fronteiras, sempre com a família por perto, a música no peito e a estrada debaixo dos pés. Do meu povo herdei a guitarra, a liberdade e a certeza de que a casa não é um lugar, é quem está à nossa volta.
E depois há este aqui, ao meu lado. A nossa é uma relação de amor e ódio: discutimos por tudo e por nada, passamos semanas sem nos falarmos, juro que desta vez é para sempre… e acabamos sempre assim, agarrados um ao outro como se nada fosse.
Não o suporto. Não passo sem ele. As duas coisas são verdade, e é isso que faz dele família.
Que nunca nos falte a música, o pão e uma boa discussão entre amigos.